terça-feira, 23 de março de 2010
Ensinamentos ocultos de Maria Madalena
..." o som ritmado e suave de nossa inspiração, se ouvido em reverência como se fosse um ato de oração, nos levará ao silêncio, tornando-se, assim, a respiração do silêncio."
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
um dia triste..
De que grau de entorpecimento estaríamos falando, se de repente pudéssemos encarar as coisas como elas realmente estão, e assim ver claramente a mancha que cobre nossos sentidos, nos fazendo acreditar numa realidade que nada mais é, alem dessa própria mancha projetada?
Se nem nossas dores nos servem de aviso, o que dirá as dores do resto do mundo?!
A banalização do horrendo, o sentimento de que nada podemos mudar tomou conta de nossas mentes que nos impelem a seguir sem pensar, sem sentir!...
No entanto não quero com estas afirmações cair no buraco infértil do pessimismo, nem estagnar na reafirmação do negativo, mas preciso tentar deixar (mesmo apenas intelectualmente) claro o que está tão obscurecido - nosso potencial verdadeiro, nossa real natureza.
Se dou ênfase às nossas catástrofes é porque acredito na grande dádiva da compaixão, para além de que se formos capazes de reconhecer a ilusão estaremos inevitavelmente des-cobrindo algo maior que ela.
Encaramos com naturalidade qualquer iniciativa que nos integre na sociedade. Pagamos com nossa saúde, abrimos mão de descobrirmos nossos talentos, ignoramos nossa essência para corresponder às exigências de um mundo que nos ignora por completo. E enquanto envenenamos nossos corpos, limitamos nossas mentes, estamos não só nos privando de uma realidade mais integra como também alimentando essa rede de (in)consciência, que se utiliza de nossos próprios esforços e vitalidade para fazer girar a máquina em que se transformou o mundo.
Nossos trabalhos não refletem nossos talentos, nossos relacionamentos não engrandecem nosso espírito, e a tudo isso chamamos de vida, para grande tristeza da alma. Mas tão abençoada é a Criação que todos os "desvios", todas as experiências e oscilações podem servir para ampliar nosso discernimento a respeito dádiva e da natureza do Ser. Desde que tenhamos clara a realidade de nossas potencialidades espirituais.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Perdão pela demora! nosso blog ja existe a alguns meses e só agora estou conseguindo dedicar-lhe mais atenção. Confesso que precisava de um tempo para me familiarizar com "a coisa". A idéia de criar este blog surgiu com a abertura do nosso (meu e do meu companheiro) espaço de yoga e dança - GAYATRI. No entanto era necessário resignificar nossa relaçao com a internet para que déssemos o primeiro passo!...

O GAYATRI foi inaugurado recentemente, sendo pioneiro na região do Grande Colorado, como espaço que oferece regularmente práticas de hatha yoga e vivências de dança e música que visam principalmente o resgate da expressão espontânea como uma manifestação da comunhão com o divino. O espaço também esta sendo ponto para a divulgação do nosso trabalho de permacultura e bioconstrução no Santuário Ecológico da Cafuringa. Mas tudo isso será melhor compartilhado ao longo deste blog, nosso aliado na missão de difundir uma visão mais integral, harmônica, abundante, e sagrada de nós mesmos e consequentemente de nossas vidas.
Por agora, gostaria apenas de inaugurar este blog, selando o compromisso de atualizá-lo com informações e experiências que se revelem preciosas para o caminhante honesto, de mente e coração aberto, e convidando a todos que se aproximem e tragam seu brilho para esse mar de luz que é a realidade do espírito.
...NÃO NOS CONDENEMOS A SOLIDÃO ACREDITANDO NOS LIMITES DE NOSSO CORPO E SEUS SENTIDOS, NOSSO ESPÍRITO PERMANECE UNIDO À FONTE INFINITA, AGUARDANDO O MOMENTO QUE POSSAMOS MANIFESTAR A TOTALIDADE DE NOSSO SER NO PLANO FÍSICO, NOSSA REAL NATUREZA, NOSSO POTENCIAL DIVINO. TEMOS EM NOSSAS MÃOS O PODER DE CRIAR UMA REALIDADE SEMPRE NOVA! O que nos impede então?
" Somos mantidos fora do jardim por nosso próprio medo e desejo em relação ao que julgamos serem as coisas boas da nossa vida." Joseph Campbell
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
O que é GÁYATRÍ afinal?
Imagino que esta pergunta surgirá em muitos dos visitantes deste blog, afinal não aprendemos sânscrito nas escolas muito menos filosofia védica. Por isso acho que deveria começar com alguma explicação acerca do nome, tanto do seu significado original como o que lhe atribuímos em nossa experiência pessoal .
Visto a complexidade e particularidade do assunto, vou tentar resumi-lo ao máximo possível e deixar para os aventureiros mais curiosos a bibliografia para maiores aprofundamentos.
OM BHUR BHUVAH SUVAH
TAT SAVITUR VARENYAM BHARGO DEVASYA DHÍMAHÍ
DHY YO NAH PRACHODAYÁT
A tradução mais fundamentada que encontramos e com a qual nos identificamos é a seguinte:
" MEDITAMOS SOBRE A LUZ DIVINA DO ADORÁVEL SOL DA CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL QUE ESTIMULA NOSSO PODER DE PERCEPÇÃO ESPIRITUAL ".
No entanto uma tradução assim, por mais interessante que possa parecer, deixa escapar a verdadeira força e beleza que o mantra possui em sua versão original, por isso sem a pretensão de revelar muito a respeito do sânscrito mas buscando principalmente tornar acessível o significado mais profundo do mantra, fiz um breve resumo da obra de I.K.Taimni intitulada, GÁYATRÍ- O Mantra Sagrado da Índia de onde também tirei uma analogia que me pareceu muito inspiradora.
Na obra o autor expõe a particularidade que torna este mantra especial: "Gáyatrí é um mantra e uma oração." Explicando que um mantra simples depende apenas do mantra shakti (poder inerente ao som) e que pode ter ou não significado. Diferente desses Gáyatrí tem em si o tremendo poder da oração. Ele incorpora a mais alta aspiração espiritual que uma alma humana é capaz, dentro da sabedoria védica- a percepção do adorável SOL. Com a combinação do mantra com a oração, o autor revela obter-se um instrumento muito mais efetivo para o desenvolvimento das potencialidades espirituais. Esclarece-nos também que a oração é um chamado da Mônada individual (Jivátmá) ao Espírito Supremo (Paramátma).
A respeito da analogia, tenho primeiro que fazer uma pequena explicação a respeito das três partes deste mantra e o seus respectivos significados:
A Iª parte
OM BHÚH, BHUVAH, SUVAH
Tem a função de estimular os veículos do sádhaka (praticante). Estes poderes são ativados pelo poder do som, o qual harmoniza os veículos e o sintoniza com a força dos planos superiores tornando, deste modo, possível que estados superiores de consciência se manifestem através deles.
A IIª parte
TAT SAVITUR VARENYAM BHARGO DEVASYA DHÍMAHÍ
Estimula a mente do sádhaka uma intensa aspiração ou determinação de entrar em contato com Savitá (divindade do mantra, a conciência do Sol). A fusão de Jivátmá (Mônada individual) com Paramàtmá (Espírito Supremo).
A IIIª parte
DHY YO NAH PRACHODAYÁT
Expressa a atitude de auto-entrega (àtma samarpana), essencial para o descenso da Graça Divina (Kripá). Após uma intensa aspiração onde a consciência desempenha um papel ativo, o sádhaka se entrega à compaixão do Grande Senhor e torna-se passivo e aberto às forças que são estimuladas pela aspiração.
Então a analogia relaciona essas três partes com os movimentos de um arqueiro:
Iº ele pega o arco, o verga, coloca-o na corda (prepara o uso efetivo do arco)
IIº ele ajeita a flecha na corda e a estica ao máximo (acrescentando energia potencial adicional)
IIIº solta a flecha que voa para o alvo (auto-entrega)
Para nós o Gáyatrí- mantra, expressa de uma maneira sutil, a complementariedade dos aspectos masculino e feminino da Criação, quando nos induz ora a um estado de consciência ativa onde realizamos nossa mais elevada aspiração ora à entrega absoluta que nos permite ser levados pela força que canalizamos. O mesmo se aplica ao Gáyatrí- espaço de yoga e dança. Sendo este um dos frutos da nossa união como casal, representa a complementariedade das nossas forças que unidas buscam inspirar o Encontro com o Ser Verdadeiro, seja através de práticas de yoga, de dança, do estudo de filosofias,da musica, da conexão com a Natureza (Santuário da Cafuringa) ou de várias outras formas que estimulem o despertar da consciência .
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