segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
um dia triste..
De que grau de entorpecimento estaríamos falando, se de repente pudéssemos encarar as coisas como elas realmente estão, e assim ver claramente a mancha que cobre nossos sentidos, nos fazendo acreditar numa realidade que nada mais é, alem dessa própria mancha projetada?
Se nem nossas dores nos servem de aviso, o que dirá as dores do resto do mundo?!
A banalização do horrendo, o sentimento de que nada podemos mudar tomou conta de nossas mentes que nos impelem a seguir sem pensar, sem sentir!...
No entanto não quero com estas afirmações cair no buraco infértil do pessimismo, nem estagnar na reafirmação do negativo, mas preciso tentar deixar (mesmo apenas intelectualmente) claro o que está tão obscurecido - nosso potencial verdadeiro, nossa real natureza.
Se dou ênfase às nossas catástrofes é porque acredito na grande dádiva da compaixão, para além de que se formos capazes de reconhecer a ilusão estaremos inevitavelmente des-cobrindo algo maior que ela.
Encaramos com naturalidade qualquer iniciativa que nos integre na sociedade. Pagamos com nossa saúde, abrimos mão de descobrirmos nossos talentos, ignoramos nossa essência para corresponder às exigências de um mundo que nos ignora por completo. E enquanto envenenamos nossos corpos, limitamos nossas mentes, estamos não só nos privando de uma realidade mais integra como também alimentando essa rede de (in)consciência, que se utiliza de nossos próprios esforços e vitalidade para fazer girar a máquina em que se transformou o mundo.
Nossos trabalhos não refletem nossos talentos, nossos relacionamentos não engrandecem nosso espírito, e a tudo isso chamamos de vida, para grande tristeza da alma. Mas tão abençoada é a Criação que todos os "desvios", todas as experiências e oscilações podem servir para ampliar nosso discernimento a respeito dádiva e da natureza do Ser. Desde que tenhamos clara a realidade de nossas potencialidades espirituais.
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